Alma do ser

My secret treasures

A FACE DO VISÍVEL



A FACE DO VISÍVEL


quem se aparta

pelo céu escurecido sob as primeiras estrelas

incendeia à saciedade

a face do visível

permanece sob os carvalhos

pela música do inenarrável

quem após longas vigílias

busca o emerso corpo

a face morena empalecida

o sussuro da voz incandescente

quem no encalço da essência artística da arte fixa

o delírio

seduzido pelas sereias se regozija com os gerânios


Alexandre Teixeira Mendes

FILO-CAFÉ VIAGENS - DE LAMEGO AO TITICA


No passado dia 2 de Outubro, realizou-se mais um Filo-café no Teatro Conceição Ribeiro em Lamego sobre o tema: "Viagens - De Lamego ao Titicaca"

Humeurs Courtes






T'ais-je un jour connu?
Mirage dans le lointain désert
Source qui a puisé l'existence
Je t'ai connu bien avant que ton corps naisse.

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Pourquoi n'es-tu pas juste une âme?
Au lieu d'un corp qui torturerais le mien
Tu serais lá pour me completer
Je t'ai cherché partout mais tu n'étais pas visible
Restes, ne t'envoles pas à nouveau

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A quoi bon chercher le temps si celui-ci est impalpable
Y a t-il encore des traces de moi dans ce décor inchangeable?
Où es-tu? Je ne t'entends plus
Qui es-tu?

27/05/2009 Saint-Benoît-sur-Loire



Saint-Germain je vois des pieds partout
Tant de pieds et je ne les vois plus!
Pourquoi mon coeur à remplacer mes yeux et ne me laisse plus rien voir du tout

31/05/2009 Paris

Interconexões básicas



Viagem, mapa

Tudo exprime tudo. Sob o labirinto poético de deus procuro uma sombra
fátua: um mapa insondável e anónimo. Lembro anton webern sobre o exíguo.
A música do inenarrável. O branco irrecuperável das águas marinhas. Eis-me
na nau sobre as nuvens pesadas. Reconheço essa luz frágil e húmida. A voz
do irremediável - num frémito da loucura - a acutezza recondita. Deixa-me
só ! – a sós no êxtase momentâneo - a escrita-mundo - onde me contradigo.
Como dizer o som injustificado nas palavras? O que prevaleceu irreversível?
Junto quarto abandonado – a linfa dos ribeiros - o clarão da insónia? De súbito
a lucidez do visível na noite do reverso? O que se dissipa no corpo do aéreo?

Alexandre Teixeira Mendes

Arte e Criação III - Vieira do Minho






MEDEIA E JASÃO



CONTO HIPER-BREVE DA RAINHA DO SOL
Ela conheceu um ser de segurança vindo do céu que lhe prometeu o sol e pronto a fez rainha numa gaiola dourada de feixes para viver sem tempestades, sempre em acalma, mas sucedeu que chegou com sucesso afinal num dia nublado e ela voou livre com o vento que não conhece gaiolas.
"Alfonso Láuzara Martinez"



ENCONTRO DE PINTURA AO VIVO - BOTICAS - AGOSTO 2009


La Maladie



EGG TEMPERA

entre estas quatro paredes do atelier aguardas pelos amigos que partiram - no sonho inconsciente prossegues - diferente cada dia no incorrigível - buscas uma pintura que seduza - nuvem - obscura nave - da inquietude - quem perpetua o instável - a regra de ouro - dos mestres florentinos - o livro dell'arte de cennino d'andrea cennini - egg tempera ? - quem no tumulto da matéria se detêm - habita o resplandecente ? - quem sequioso nos incita à cegueira do propício - ruma ao farol - quem sabe - que o tempo está próximo - antes de tudo ter compreendido - ama - num vislumbre de luz - o furtivo -

Alexandre Teixeira Mendes








La pudeur de la Muse





L'obession (La maladie)




O precipício mudo – onde ecoa o anjo – espiral da luz – diminuída – o corpo no seu decair – a alma

(Alexandre Teixeira Mendes)

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Sinergias textuais

há um corpo menos escravo por aí
que contesta o embuste do a-braço
que se torna no busto-perna-braço
que adentra o próprio corpo que habita o traço
e se quer mais alma
há um corpoabraço
desintoxicado dos barbitúricos claustrofóbicos
absolvido dessa parte material e almofadado de eridiscências
salvo de indecências platónicas e de nascimentos apocalípticos
livre de anatomias agrilhoadas em rimas canónicas
ampliado conicamente pela mera vontade poética da engenharia dos materiais metorgânicos
há um corpamplexo à soltaque se despe dos corpos inferiores
que afoga o afago no pensamento
como um ovo celeste por chocar
que desliza tela afora pela via dos membros superiores
incomensuráveis do Conselho Universal do xifoíde supra-astral
É a elegia à metáfora da fusão
a liberdade de Ayur na paleta das sinergias textuais
fora a fecundar que se fizera justiça ao genoma
e só assim puderam salvar-se uns aos outros e viver felizes para sempre
tudo porque eclodiu esse corpo com braços que esticam
como frases que não se conseguem terminar

Suzana Guimaraens

(A Alma em coisas)

Salvação e Justiça

Salvação?






Le reniement de Saint-Pierre par Baudelaire




Fecundação e Alívio



Fecundação / Fecondation




Alívio / Soulagement


http://incomunidade.blogspot.com/2008/10/filo-caf-fecundao-no-orfeo.html